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Médico de Familía há 12 anos. Especialista em doenças cardiovasculares, renais e pulmonares

Como controlar a Asma sem deixar que controle a sua vida

A asma é uma doença respiratória crónica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Em Portugal, estima-se que entre 6 a 7% da população viva com esta condição, sendo comum em crianças, mas também presente em adultos. Embora não tenha cura, é possível viver com asma de forma controlada, com o tratamento e acompanhamento adequados.
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O que é a asma?

A asma é uma doença inflamatória crónica das vias respiratórias, caracterizada por episódios de obstrução reversível dos brônquios, causados por inflamação e hiper-reatividade dos mesmos.

Durante uma crise, as vias aéreas ficam inflamadas, produzem muco em excesso e contraem-se, dificultando a passagem do ar. Este processo leva aos sintomas típicos da doença, como falta de ar, pieira (chiadeira), tosse e aperto no peito.

Quais são os tipos de asma?

Esta doença não é igual para todos. Pode manifestar-se com intensidades, causas e padrões diferentes. Os principais tipos incluem:

1. Asma infantil

  • Aparece frequentemente nos primeiros anos de vida
  • Pode estar associada a alergias ou infeções virais
  • Em muitos casos melhora com a idade

2. Asma alérgica

  • Desencadeada por alergénios como pólen, ácaros, pelos de animais, fungos, etc.
  • Comum em pessoas com outras doenças alérgicas (rinite, eczema)

3. Asma não alérgica

  • Não está relacionada com alergias
  • Pode ser desencadeada por infeções, fumo, poluição, stress, exercício, etc.

4. Asma induzida por exercício

  • Os sintomas surgem durante ou após o esforço físico
  • Mais comum em climas frios e secos

5. Asma induzida por medicamentos

  • Alguns fármacos – como anti-inflamatórios não esteroides e alguns betabloqueadores – podem desencadear crises. 

6. Asma grave ou difícil de controlar

  • Persistente apesar de tratamento adequado
  • Exige avaliação especializada e terapias mais avançadas

Quais são os sinais e sintomas?

Os sintomas variam em frequência e intensidade, mas os mais comuns incluem:

  • Falta de ar (dispneia), especialmente à noite ou de madrugada
  • Tosse seca persistente
  • Pieira (som agudo ao respirar)
  • Sensação de aperto ou peso no peito
  • Dificuldade em realizar esforço físico

Os sintomas podem piorar durante crises que podem surgir subitamente.

O que causa a asma?

Tem origem multifatorial, com predisposição genética e influência ambiental. Entre as principais causas e fatores de risco estão:

  • Histórico familiar
  • Exposição a alergénios (pó, ácaros, pólen, fungos)
  • Infeções respiratórias repetidas na infância
  • Exposição ao fumo do tabaco
  • Poluição atmosférica
  • Mudanças de temperatura, humidade ou ar frio
  • Stress emocional
  • Exercício físico sem preparação

Como são as crises?

Uma crise asmática ocorre quando a inflamação das vias aéreas se agrava de forma repentina. Pode durar minutos ou horas e, nos casos graves, exige atendimento médico urgente.

Sinais de alarme numa crise:

  • Respiração ofegante intensa
  • Incapacidade de falar frases completas
  • Coloração azulada dos lábios ou unhas
  • Uso exagerado dos músculos do pescoço para respirar
  • Sensação de sufoco

Em caso de crise grave, deve dirigir-se de imediato ao serviço de urgência.

Existe cura?

A asma não tem cura, mas pode ser controlada. Com tratamento adequado e acompanhamento médico regular, a maioria das pessoas com asma vive de forma ativa e sem limitações.

Como é feito o tratamento?

O tratamento da asma divide-se em duas abordagens principais:

1. Tratamento de controlo (uso diário)

  • Broncodilatadores de longa duração associados a corticóides inalados. 
  • Associados ou não em dispositivos combinados

2. Tratamento de alívio (uso pontual)

  • Broncodilatadores e corticóides inalados associados. Nas crises, já não se recomenda o uso de salbutamol 
  • Usados para aliviar sintomas durante uma crise

3. Outras abordagens

  • Imunoterapia específica (vacinas antialérgicas), em casos selecionados
  • Educação para o doente: reconhecer sinais de alerta, saber usar os inaladores corretamente, evitar gatilhos
  • Plano de ação individualizado, elaborado com o médico

E os tratamentos naturais ou complementares?

Embora não substituam o tratamento médico, algumas estratégias complementares podem ajudar:

  • Higienização do ambiente (redução de ácaros e alérgenos)
  • Exercício físico controlado (como natação)
  • Técnicas de respiração (ex.: método Buteyko)
  • Alimentação equilibrada, rica em antioxidantes
  • Redução do stress com meditação ou yoga

Consulte sempre o seu médico antes de iniciar qualquer tratamento alternativo.

Bronquite asmática e asma: são a mesma coisa?

Embora muitas pessoas usem o termo “bronquite asmática”, este não é um diagnóstico médico oficial. Na verdade, trata-se de uma expressão popular utilizada para descrever situações em que há sintomas respiratórios semelhantes aos da asma, como pieira, tosse e falta de ar – muitas vezes desencadeados por infeções respiratórias, sobretudo em crianças.

  • Asma: doença crónica inflamatória, com sintomas intermitentes e reversíveis
  • Bronquite: inflamação dos brônquios, geralmente causada por infeções (vírus ou bactérias)
  • “Bronquite asmática”: designação comum (mas não técnica) usada para descrever asma mal controlada ou asma associada a infeções virais

A asma é uma condição crónica, mas controlável e tratável. Com o plano certo, acompanhamento médico regular e conhecimento dos gatilhos, é possível viver com qualidade e autonomia.

Em caso de dúvida, é essencial fazer um diagnóstico médico preciso, geralmente através de exame clínico e testes de função respiratória.  Se sente sintomas como falta de ar, tosse frequente ou pieira, fale com o seu médico. O diagnóstico precoce faz toda a diferença.

Descubra outras doenças pulmonares.

A informação constante neste blogue deve, sempre que necessário, ser abordada com o seu médico e está sujeita a atualizações a que os leitores devem estar atentos.

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