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Hipertensão em Jovens e Adultos: A realidade que ignoramos

A hipertensão arterial, particularmente a hipertensão arterial diastólica com leituras acima dos 90 mmHg, está a tornar-se cada vez mais comum em jovens, sobretudo homens, com idades entre os 30 e os 40 anos. Infelizmente, devido à sua juventude, muitas vezes desvalorizam este problema e até mesmo negam-no. Descubra por que razão é crucial estar alerta para esta questão.
Hipertensão em Jovens e Adultos: A realidade que ignoramos

Por exemplo, é frequente encontrarmos homens de 40 anos que, durante um “check-up”, apresentam valores de pressão arterial como 135/95. Após várias medições, confirma-se que o valor de 95 para a pressão arterial diastólica está acima do normal. No entanto, é comum ouvirmos justificações como “é por estar na consulta” ou “estou um pouco nervoso” ou ainda “tenho abusado mais na comida e na bebida”. Embora estas justificações sejam frequentes, não devemos subestimar os valores, pois podem ser indicativos de hipertensão.

Mas afinal, o que é Hipertensão?

A hipertensão arterial, abreviada como HTA, é uma condição caracterizada pela elevação da pressão sanguínea nas artérias, persistindo de forma crónica e excedendo os valores considerados normais. Considera-se hipertensão arterial quando, em consultório, os valores da pressão sistólica (máxima) atinge ou ultrapassa os 140 mmHg, ou quando a pressão diastólica (mínima) é igual ou superior a 90 mmHg.

Na Europa, estima-se que entre 35-40% da população seja afetada pela hipertensão arterial. Em Portugal, estima-se que a prevalência desta condição na população adulta seja de 42,6%.

A Prevalência da Hipertensão em Jovens e Adultos

Anteriormente considerada uma situação clínica rara em crianças, jovens e adultos, a hipertensão arterial está a tornar-se mais comum. Estudos recentes revelam que cerca de 10% das pessoas com idades entre os 30 e os 40 anos e 10%-15% da população com 10-18 anos de idade sofrem de hipertensão.

Os fatores de risco associados a este cenário incluem o excesso de peso, a obesidade central, o consumo regular de álcool, o tabagismo, o stress, o sedentarismo, entre outros. Além disso, circunstâncias genéticas e ambientais também podem contribuir para o desenvolvimento da hipertensão, como crianças prematuras, com baixo peso ao nascer, filhos de mães com diabetes, obesidade e hipertensão.

Quais são os sintomas?

A hipertensão é frequentemente denominada como uma doença silenciosa, pois muitas vezes não apresenta sintomas evidentes. No entanto, ao longo do tempo, a pressão arterial excessiva pode causar problemas irreversíveis nos vasos sanguíneos e nos principais órgãos do organismo. Alguns sintomas que podem ocorrer incluem dores de cabeça, tonturas, zumbidos, aumento dos batimentos cardíacos, dor no peito e falta de ar. É crucial medir e controlar regularmente a pressão arterial, especialmente em adultos, e recomenda-se a medição anual em crianças com mais de 3 anos.

A pressão difere entre idades e géneros. Em cada controlo a medição deve ser feita 3 vezes, com 1 a 2 minutos de diferença e os valores considerados tendo em consideração a média dos últimos dados.

Quais são as suas consequências para a saúde:

A hipertensão arterial continua a ser uma das principais causas de eventos cardiovasculares, como enfarte do miocárdio, AVC, insuficiência cardíaca, perda gradual da visão, disfunção eréctil e doença arterial periférica.

Como tratar?

O tratamento da hipertensão depende das suas causas. Se suspeitar que possa estar a lidar com hipertensão, é crucial medir regularmente a pressão arterial, anotando-a, seja no telemóvel ou em papel, e agendar uma consulta com o seu médico de família. Existem várias formas de controlar este problema, incluindo a adoção de um estilo de vida saudável, alimentação equilibrada e prática regular de exercício físico. Uma vez confirmada a hipertensão e os valores se mantiverem descontrolados com a adoção de medidas de estilo de vida saudáveis, a medicação é benéfica e essencial.

Por fim, quer saber como medir a sua pressão arterial corretamente? Encontre as melhores dicas aqui (Fonte: site da Sociedade Portuguesa de Hipertensão).

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A informação constante neste blogue deve, sempre que necessário, ser abordada com o seu médico e está sujeita a atualizações a que os leitores devem estar atentos.

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